Lição de casa? Propor ou não propor? Eis a questão… – Colégio Parthenon

Lição de casa? Propor ou não propor? Eis a questão…

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A lição de casa é um tema que sempre gerou muitas discussões entre pais e educadores. Há aqueles que afirmam que não seja necessária para a aprendizagem e outros que a defendem como processo importante para a sistematização daquilo que foi aprendido em sala de aula.

Outra questão polêmica também relativa ao tema é a permanência da família junto ao aluno durante a realização da tarefa. Alguns estudiosos ressaltam a importância de haver um adulto por perto para que as dúvidas já sejam sanadas, contudo há outros que compreendem a falta de tempo – ou mesmo de paciência – dos responsáveis no desempenho da tutoria de seus filhos.

Apesar de promover a divisão entre os especialistas de educação, há algo que parece mais consensual nos estudos sobre a lição de casa: ela só tem sentido se for transformada em ferramenta para a construção de novos questionamentos que devem ser reconsiderados em sala nos momentos de correção.

Pensando nisso, no Colégio Parthenon, os alunos do Fundamental I possuem rotinas de lição de casa de segunda à sexta-feira. Temos o cuidado de propor situações que sejam desafiadoras, mas possíveis de serem realizadas pelo aluno com vistas na consolidação dos aprendizados já previamente trabalhados. Ressaltamos que somos muito criteriosos com as faixas etárias e suas especificidades, bem com a orientação dos alunos para que sempre façam as lições de casa no dia que foram enviadas uma vez que o conhecimento adquirido encontra-se ainda na memória mais recente de todos.

Junto das orientações para a lição de casa, existe o conselho às famílias, no sentido de logo cedo, trabalharem com seus filhos a conquista de autonomia. Para garantir a qualidade desse momento, a família precisa escolher um local adequado para seu filho, sem sons externos e com iluminação adequada. Impor um tempo para as atividades de casa também ajuda bastante na construção de ritmos e disciplina.

Desde muito cedo, a criança deve pegar seus materiais na mala, buscar orientação na agenda sobre o que deve ser feito. Aqui, no colégio Parthenon, do 2º ao 4º ano, nossa agenda é “física” e as lições são devidamente agendadas nela. A partir do 5º ano, a agenda é “virtual”. Virtual ou física, é importante ressaltar que a agenda é de uso exclusivo do aluno e, em caso de necessidade de comunicação com a escola, outros canais devem ser utilizados pela família.

Acreditamos que o acompanhamento da família deve ser o de assistir o filho e ajudá-lo, se necessário. O mais importante é sempre estar por dentro dos assuntos que seus filhos estão aprendendo sempre dentro do respeito às individualidades.

Outro hábito de nosso colégio é a comunicação direta com as famílias no caso de os alunos não realizarem as tarefas ou se esquecerem dos materiais do dia em casa. Não se trata de punição, mas de alerta de que algo deve ser revisto pelos responsáveis e de ajuda na organização da criança. Devemos entender que, sem o material do dia ou sem a lição feita, perdem-se momentos importantes da elucidação de dúvidas na hora de correção e compartilhamentos de saberes que tanto favorecem o indivíduo quanto o grupo. Lembremo-nos de que a lição de casa permite acionar todos os conhecimentos adquiridos e colocar em cheque o quanto se está seguro para desenvolvê-los. No caso de dificuldades, as tarefas auxiliam na busca por ajuda.

Enfim, pode parecer trabalhoso para os pais acompanharem seus filhos nos anos iniciais, mas, em parceria com a escola, proporcionaremos a busca de autonomia de seus filhos para um futuro muito próximo. Supervisionar – e não corrigir ou fazer a tarefa dos filhos – é muito importante para que as famílias se inteirem sobre os conteúdos que estão sendo ensinados e valorizem a aprendizagem. Sempre devemos ter em mente que a lição de casa deve ser vista como mais um momento de aprendizagem, pois procedimentos são instalados, conteúdos são sistematizados, dúvidas são levantadas e sanadas.

Por Cristiane Bassani