G3 – 1ºA – Combate à Desinformação do COVID-19

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Desde o início da formação dos grupos e a elaboração de um tema que tem sido muito discutido, foi pensado em descrever os efeitos negativos das fake news, muito comuns nos dias de hoje. Ao passar dos encontros, procuramos por notícias falsas sobre assuntos gerais, contudo, pensamos em especificarmos uma área que tem estado muito conturbada nos dias de hoje, a saúde. A partir disso, iniciamos nosso trabalho com orientações de como se prevenir de fake news e demonstrações de notícias comprovadas como falsas. Como trabalho final, pensamos em entrevistar algum professor da área de ciências, com uma sessão de perguntas e respostas e suas opiniões sobre a atual situação do globo quanto ao Coronavírus e situações causadas devido a notícias falsas compartilhadas. Abaixo, segue um resumo do que foi  falado na entrevista:

Entrevista com a química e professora Ideli 

P: Como a química pode ajudar no combate ao COVID-19 e como ela ajudou no combate a outras doenças no passado?

I: Inicialmente, é necessário dizer que a química trabalha em conjunto das outras bases da ciência, como a Física e Biologia, por meio dessa união que a ciência gira. Em especial, no caso do Coronavírus, a química auxilia e é a base para a formação de substâncias que estão sendo essenciais, como o álcool em gel e a cândida, um dos antissépticos mais usados, e até mesmo o sabão. Além disso, a própria elaboração de vacinas e o uso de exames usam da geometria molecular. 

Algo que também é possível se observar é a quantidade de informações falsas sobre a Química e a ciência em geral que estão sendo transmitidas. Não conhecemos o vírus totalmente ainda, devido a ele estar em constante transformação. Devido esse fator, é até mesmo difícil saber seu tempo de vida e se é possível ganhar imunidade a ele. Logo, é necessário procurar por órgãos competentes quanto à transmissão de informações. Um exemplo é o caso recente quanto à explosão do Líbano, na qual diversos sites tem transmitido ideias erradas sobre o acontecimento. Em dúvida, procure por sites confiáveis e científicos, que trazem informações em uma linguagem mais fácil para o público. Por exemplo, o Conselho Regional de Química, que traz informações pelo seu interesse em informar. Deixando política de lado, não importa se é Estadão ou Folha. Para nós, o que importa neste momento não é isso,  mas sim, a ciência.

P: Sabemos que uma das maiores formas de prevenção para a COVID-19 é o uso de álcool em gel. Porém existem diversos tipos de álcool no mercado, como o 50%, 70% e 100%. Logo, como podemos saber qual deles realmente combate o vírus?

I: Bem, é possível dar uma melhor explicação sobre qual o melhor tipo de álcool quando relacionando o assunto à geometria molecular. Devido a geometria agir na polaridade e nas forças entre as moléculas, por exemplo, o álcool e o sabão atraem-se pelas moléculas da ”capa” do vírus, conseguindo penetrar o vírus e quebrá-la. Por meio disso, é possível tornar o vírus inativo, finalizando a ação do RNA.

Antes mesmo da pandemia, já se faziam testes para saber qual a melhor concentração para combater um agente, pois o álcool puro demora muito mais para dissolver a ”capa” do vírus. Por causa disso, é usada a água, que facilita na dissolubilidade da capa, devido sua polaridade.

Devido a isso, existem tantos tipos de álcool, por exemplo: Em um álcool 70%, a cada 100 ml, existe 70 ml de álcool e 30 ml serão completos por água. A partir dos testes, perceberam que a melhor porcentagem com um ”poder” antisséptico efetivo é entre 70% e 80% de álcool. Por isso não é usado álcool puro, pois ele evapora muito rápido, não conseguindo eliminar o vírus da localidade que ele se encontra a tempo. Outra informação importante é o fato do álcool em gel utilizar da manipulação química para ser criado.

P: Como você pensa que a ciência e propriamente a Química vai evoluir tanto quanto ao estudo quanto ao planejamento de pesquisas depois dessa pandemia?

I: Inicialmente, falando no Brasil, é necessário falar que, infelizmente, a ciência não é valorizada no país. Já trabalhei por muito tempo em pesquisas, e algo que se observa é o fato de diversos centros de estudo, como o próprio Instituto Butantan e a UNICAMP, serem publicados no exterior, devido a falta de pessoas e empresas brasileiras interessadas em ver e financiar os projetos. Contudo, agora se percebe como tem sido valorizada a pesquisa sobre o COVID por eles. Espero que no futuro, a ciência no Brasil seja valorizada, pois desde sempre cientistas brasileiros têm desenvolvido pesquisas e trabalhos para diversos temas.

Além disso, se as pessoas começarem a entender um pouco sobre a ciência. Sem necessitar de ser um médico, químico, bioquímico ou especialista, para que consiga entender que métodos de prevenção têm muita importância, por exemplo. Em suma, que o conhecimento seja valorizado.

P: Para concluir, por que você acha que a química é tão importante para a ciência e o mundo?

I: É necessário pensar que tudo é formado por matéria ou energia. Para que um remédio seja criado ou um alimento seja formado, é necessário pensar que uma substância foi manipulada. A manipulação da estrutura molecular é química pura. Contudo, é necessário reafirmar, a química trabalha em conjunto, é preciso de todos os ramos da ciência para que algo seja formulado. 

Como fala final de Ideli, foi dito ”Procure por alguém especializado para saber a verdade ou se tem dúvida de algo. Se está na internet, não acredite em tudo que escuta, muitas pessoas falam muitas mentiras na internet, é necessário cautela. Estamos mexendo com vidas agora, não é qualquer bobagem, você está pondo em risco nossa vida e dos outros.”

Integrantes: 
André Bocato
Maria Eduarda Oliveira
Gustavo Zoccal
Juliana Puglia
Rafaela Moitinho

Entrevista feita com professora Ideli:
https://drive.google.com/file/d/14wx1dQ0ay7XnDlQxMHj213uC_F5ygG8V/view?usp=drivesdk 

Thread da entrevista:
https://twitter.com/PDesinformacao/status/1294726139609591811?s=20 

Twitter do Grupo:
@PDesinformacao