G4 – 1ºA – Campanhas Vacinais e Sarampo

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Mesmo sendo eliminado em 2016 nas Américas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a volta no número de casos de sarampo no mundo, após a ocorrência de dois surtos em 2018, gera uma preocupação brasileira  e mundial.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 20.292 casos entre 9 de junho a 31 de agosto de 2019, dos quais 15.430 casos estão em investigação. No gráfico representado acima, é perceptível o aumento do número de casos de sarampo no Brasil. Em outros países da Europa, por exemplo, também é notável este aumento de casos, destacando a Ucrânia, contendo 53.280 casos em 2018.

Por que o número de casos estão subindo já que essa doença já tem a vacina como forma de prevenção? Bom, é isso que nós, alunos do grupo @campanhas_vacinais.sarampo do primeiro ano da unidade I vamos explicar.

O Sarampo é uma infecção viral, que pode ser fatal, causada pelo vírus Measles morbillivirus. A doença é transmitida através do ar por meio de gotículas respiratórias, liberadas por meio da tosse ou espirro, saliva ou até mesmo pelo toque em uma superfície contaminada. Os jovens adultos são os mais suscetíveis a pegar a infecção e a transmiti-la, fato ocorrente por frequentemente se encontrarem em locais aglomerados, podendo levar esta para os chamados grupos de risco, caso de mulheres grávidas, sendo transmitida através do parto ou da amamentação; pessoas de 6 meses há 39 anos e, apesar de não serem os principais, os idosos. 

Os sintomas da doença costumam se manifestar de 10 a 14 dias após a exposição. Os mais comuns são tosse; olhos inflamados; irritação na pele, causando manchas avermelhadas; dores na garganta; coriza e febre. Para prevenirmos este tipo de infecção, temos um único tipo de prevenção, a vacinação. 

Para uma melhor compreensão do assunto, devemos entender o funcionamento do nosso sistema imunológico quando aplicado a vacina. As vacinas são substâncias que contém agentes patógenos, que se encontram mortos ou enfraquecidos, sendo incapazes de provocar doenças, que protegem os organismos contra doenças infecto contagiosas, sendo instrumento de prevenção individual e coletiva. Aplicada em sua corrente sanguínea, a vacina estimula seu sistema imunológico a reconhecer o micro-organismo como um tipo de ameaça, criando uma espécie de “memória” para ser possível a produção de anticorpos contra este. Após a vacinação, quando um indivíduo entrar em contato com o vírus, seu corpo reconhecerá a natureza deste invasor e saberá como combatê-lo evitando a instalação da doença, tornando o indivíduo imunizado. 

Diversas doenças apresentam a vacina como forma de prevenção, mas após uma série de pesquisas, decidimos utilizar como exemplo apenas uma delas, o Sarampo, doença semelhante a do novo coronavírus, já que ambos se destacam por serem altamente contagiosas e de fácil contaminação. 

Atualmente, os índices percentuais de vacinação no país e no mundo estão caindo em virtude dos movimentos antivacina e da disseminação de fake news. Os movimentos antivacina são oposições a vacinação pública, oriundo de uma ampla gama de críticos de vacinas. Para estes, o organismo humano deve gerar imunidades naturalmente, sem a intervenção de substâncias laboratoriais, criando a ideia de que estes enfraquecem esta habilidade natural, deixando o organismo suscetível a outras doenças. Além disso, apoiadores desta organização acreditam que as vacinas causam diversos efeitos colaterais contribuindo ainda mais com a desconstrução progressiva da autoridade médica e da negação de evidências científicas. 

Por meio da internet, a disseminação de fake news, termo vindo do inglês que possui como significado em português “notícias falsas”, vem crescendo cada vez mais com uma velocidade cada vez mais rápida. Isso ocorre pois, as pessoas perderam o costume de verificar as fontes de um dado, fazendo com que quando algo é publicado, automaticamente há centenas de compartilhamentos sem nem ao menos checar de onde partiu aquela notícia. Os objetivos da criação de fake news variam e podem ter o intuito de atrair visualizações ou até mesmo disseminar o ódio contra pessoas, instituições, empresas, governos, etc. Apesar da vacina apresentar diversos benefícios, as notícias falsas são espalhadas, dando crescimento aos movimentos antivacina, afirmando que estes podem gerar problemas à saúde. 

Visando combater as fake news e aumentar a adesão da população de Guarulhos às campanhas de vacinação, nosso projeto criou um Instagram (@campanhas_vacinais.sarampo) no qual realizamos postagens semanais sobre a questão da vacinação. Além disso, faremos um cartaz e uma campanha na escola após a volta às aulas para esclarecermos algumas questões sobre as vacinas e tentar conscientizar pais e alunos da importância das mesmas.

Integrantes:
Cesar Alexandre Gritti Silva
Heitor Rodrigues Parada
Henrique Matias Oliveira
Laíssa Ayumi Sugai
Leonardo Caloni Munduruca