G2 – 9ºB – Falta da Leitura

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Entrevista com a bibliotecária Marina Filandra “A importância da biblioteca nas escolas”

A falta de leitura é uma realidade no Brasil. Há pesquisas que mostram que 44% da população não tem o hábito de ler, o que é um grande problema, já que a leitura tem muitíssimos benefícios comprovados pela ciência e é essencial para vivermos em sociedade.

Esse problema chamou a atenção do nosso grupo, que passou a pensar em soluções para diminuir as estatísticas de falta de leitura. Uma delas, e a com qual decidimos trabalhar, foi a leitura nas escolas, pois, se estimularmos a leitura para as crianças,  possivelmente teremos uma próxima geração de adultos leitores.

Das escolas brasileiras apenas 45% contam com biblioteca e/ou sala de leitura, o que chocou bastante nosso grupo. Pensamos então em fazer uma arrecadação de livros infantis e doá-los para uma escola de rede pública de Guarulhos que não possua biblioteca ou espaço de leitura. A ideia é montarmos um espaço de leitura com vários livros arrecadados para crianças entre 7 e 10 anos de idade.

Nessa fase inicial do projeto, chamamos a pedagoga Marina Filandra, bibliotecária do nosso colégio, para fazermos algumas perguntas relacionadas ao assunto, pois achamos importante mostrar como uma especialista enxerga a importância da leitura e das bibliotecas para as pessoas e para o mundo.

Há oito anos a biblioteca do Colégio Parthenon é comandada por Marina Filandra. Após se formar em pedagogia, a professora decidiu se especializar na área de literatura: “Sempre gostei de ler”, afirma ela. Após alguns outros trabalhos, sendo alguns como professora de crianças, Marina começou a trabalhar na nossa biblioteca. Então nós, do Projeto “Fome de quê?”, a convidamos para fazer uma entrevista sobre o tema Leitura nas Escolas.

“As bibliotecas geralmente não são vistas como locais prioritários”, relata Marina. Fala que se comprova se olharmos dados: No Brasil, há 1 biblioteca para cada 33 mil habitantes. Marina reforça que essa sempre foi uma das suas maiores preocupações. Para isso, desde que assumiu a biblioteca, ela tenta sempre atrair os alunos pro espaço: “Organizamos os livros para que os alunos possam acessá-los com mais facilidade, por exemplo”.

Marina também apresenta outras ações que a auxiliaram no processo de incentivo à leitura dos alunos, como atividades, indicações literárias, clubes de leitura e até mesmo agora, diante da pandemia, ela realiza leituras para os alunos virtualmente. Mas Marina conta que, mesmo que tenha aumentado desde que assumiu, a frequência de alunos na biblioteca antes da pandemia não era o mais esperado. “Estamos sempre buscando mais alunos para frequentar o espaço”.

Mas, mesmo assim, Marina afirma que temos bons leitores no Colégio Parthenon. “Aqui temos uma ideia diferente em relação a biblioteca, tanto é que tem uma pessoa específica responsável pelo trabalho de leitura do colégio, isso faz uma grande diferença na formação leitora dos alunos”. Ela conta que os leitores não possuem um ‘preconceito’ com livros de muitas páginas.

Ela reforça a importância de um profissional dedicado nas bibliotecas para o incentivo da leitura dos alunos, principalmente em escolas com crianças que não têm condições nem incentivo em casa, já que acaba se tornando um dos únicos meios de acesso aos livros. Marina aponta a importância de livros de qualidade nessas bibliotecas. “Selecionar livros de bons autores, boas editoras, bons ilustradores é importante para o incentivo e formação de novos leitores”.

E, ao ser perguntada sobre o que a leitura causa no ser humano, Marina brinca: “Essa eu sou meio suspeita para responder”, mas também afirma que acredita que os benefícios da leitura vão além do que aumento do vocabulário, melhora na escrita, estímulo da criatividade e imaginação, por exemplo. Crianças leitoras, por exemplo, por meio dos livros têm contato com situações delicadas, como a perda e a morte, algo que, de fato, elas irão presenciar em algum momento da vida, e os livros ajudam nessas situações.

Não só crianças, é claro, mas Marina diz que a leitura cria humanos experientes, que tiveram contato com diversas experiências que talvez não presenciem em vida. Ela também afirma que a leitura traz um sentimento de ‘empatia’ no leitor “Ele passa a se preocupar com personagem que tá passando dificuldade, nos seus sentimentos”. Em conclusão, a leitura é de extrema importância para nós.

Se você quiser acompanhar e colaborar com nosso projeto, nos siga no Instagram: @literajuda_. Caso possua livros infantis disponíveis para doação, nos envie uma mensagem por direct.

Integrantes:
Alice Almeida
Gabriel Belo
Julia França
Pedro Viroti
Sophia Peres.