Nossa Trajetória

Somos uma equipe com membros que acreditam na aprendizagem como um caminho a ser percorrido pelos envolvidos e que o conhecimento em si é indivisível, ou seja, não se deve apenas segmentá-lo em pequenas caixas, as quais chamamos de disciplinas, mas também promover estratégias para que essa unidade seja percebida. Buscando tal objetivo, o colégio propôs um projeto que integrasse professores de diferentes áreas para que também conseguíssemos trabalhar, de maneira mais direta, as competências gerais exigidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com os alunos dos 9ºs anos do Ensino Fundamental II e1ºs do Ensino Médio, desse desafio nasceu o “Fome de quê?”.

A partir dessa provocação, passamos a estudar questões ligadas à aprendizagem baseada em projetos e propusemos um trabalho no qual os alunos deveriam ser divididos em grupos e escolher um tema sobre o qual gostariam de realizar uma pesquisa ou uma ação. Para despertar o interesse em múltiplas áreas, propusemos uma aula rotacional na qual elementos sobre o tema alimentação foi apresentado de forma a lançar perguntas, indignação, inspiração… Depois montamos grupos com pessoas de salas diferentes, desafiando-os a uma convivência para um trabalho que sequer sabiam qual seria, pois eles que deveriam propor um assunto a ser investigado cientificamente a partir dos estímulos propostos.

Portanto, tudo o que se formulou foi produto de desafios: conviver em grupos com pessoas de diferentes perspectivas, decidir por um assunto, pesquisar sobre ele, criar uma solução para o problema que se propuseram a investigar e apresentar o seu tema de forma que atingisse um número cada vez maior de pessoas.

Ao final do primeiro trimestre, os grupos deveriam apresentar os trabalhos, que estavam desenvolvendo, e passaram por uma banca formada por professores que, até então, não conheciam os projetos com o intuito de ajudá-los na busca científica. Encerrando o semestre, a ideia foi mostrar também para os outros alunos dos 9ºs e de todo o Ensino Médio qual era a proposta desenvolvida. Nossos alunos levaram suas apresentações, maquetes e dedicação para a frente de dezenas de outros alunos e foram bastante corajosos nesse processo. Naquele dia, foi possível perceber o quanto muitas propostas e ações são transformadoras: eles foram questionados, mais uma vez provocados e muito aplaudidos.

Foi depois dessa apresentação que a equipe de professores e o grupo de alunos sentiram-se ainda mais sensibilizado e chegaram à conclusão de que tudo que estava sendo pesquisado deveria extrapolar os muros da escola. Portanto, finalizando o ano de 2019 e brindando o empenho dos alunos, escolhemos como forma de ampliar o alcance do nosso trabalho a revista eletrônica. A maneira como ela está sendo apresentada hoje, para todos vocês, foi delineada pelo conjunto dos nossos alunos. Os grupos originais de trabalho enviaram textos, vídeos, podcasts, propostas de charges e outros; e as equipes criadas para a produção da revista (marketing, arte, revisão textual, programação e tradução) elaboraram a divulgação, produziram a arte,  revisaram os textos, organizaram as publicações, traduziram e se dispuseram a encarar todo o trabalho necessário, até mesmo após o fim das aulas. Por isso, com exceção deste texto, todos os demais foram produzidos, editados e revisados pelos nossos alunos que receberam nosso respeito por optarem por cuidar de cada pedacinho da revista eletrônica com autonomia, imprimindo nas suas páginas, não só o texto, mas também a imagem deles.

Nós, enquanto equipe de professores, estamos bastante satisfeitos e orgulhosos com o trabalho que foi realizado ao longo de todo o ano e, em especial, com o resultado final que agora apresentamos a vocês. Esperamos que vocês degustem o conteúdo da Revista “Fome de quê?”, mas que nunca se sintam saciados de conhecimento…